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Panorama dos Mercados - Resumo de Outubro de 2025
Brasil: A economia continuou em desaceleração gradual, ainda em “entressafra” entre ciclos monetários. A Selic permaneceu em 15%, o maior nível em duas décadas, com o Banco Central reforçando que precisará de mais evidências para iniciar os cortes — possivelmente apenas em 2026. A inflação apresentou surpresa baixista com composição favorável, sobretudo em serviços, e as expectativas do Focus seguiram em queda, indicando reancoragem parcial. O mercado de trabalho deu sinais iniciais de arrefecimento, embora ainda robusto. No campo político, a popularidade do governo oscilou, com segurança pública voltando ao centro do debate após megaoperação no Rio de Janeiro. A relação Brasil–EUA se distensionou, com encontros diplomáticos, mas ainda sem resultados concretos.
Estados Unidos: Nos Estados Unidos, o mês foi marcado pelo shutdown, que suspendeu a divulgação de dados importantes e obrigou o Federal Reserve a navegar “às cegas”. Mesmo assim, indicadores alternativos sinalizaram desaceleração gradual do mercado de trabalho sem deterioração brusca, enquanto a inflação surpreendeu para baixo, principalmente devido à queda nos aluguéis. O FED (Banco Central Americano) cortou juros em 25 bps, mas o presidente do banco central adotou tom mais duro e afirmou que um novo corte em dezembro “não é conclusão óbvia”, gerando abertura das curvas globais e fortalecimento do dólar
A trégua comercial entre EUA e China reduziu tensões, após acordos envolvendo terras raras e tarifas, contribuindo para a melhora do sentimento de risco e recuperação das bolsas.
Europa: Na Europa, a inflação seguiu próxima da meta e a atividade surpreendeu positivamente, com indústria e mercado de trabalho resistentes. O Banco Central Europeu manteve os juros inalterados e demonstrou menor urgência em novos estímulos, citando incertezas associadas às tarifas e ao câmbio mais apreciado. A economia global mostrou maior resiliência, com recuperação industrial na Ásia e indicadores europeus acima do esperado.
China: Na China, os dados do 3º trimestre mostraram PIB acima do esperado (4,8%), com indústria forte, mas consumo e investimentos ainda fracos. O país aprovou diretrizes do novo Plano Quinquenal, com foco em autossuficiência tecnológica (IA e semicondutores), estímulo ao consumo doméstico e ampliação da rede de proteção social. As exportações seguiram resilientes apesar das tarifas, redirecionando fluxos para outros países asiáticos.
Considerações Finais: Outubro reforçou um cenário global construtivo: trégua comercial, inflação controlada, atividade resiliente e política monetária mais suave. No Brasil, a melhora dos núcleos de inflação e das expectativas aponta para condições necessárias ao início do ciclo de cortes em 2026, enquanto a bolsa permanece atrativa e apoiada por fluxo externo. Entretanto, incertezas fiscais, ruídos políticos e a evolução do mercado de trabalho seguirão determinando o ritmo dos próximos movimentos do Banco Central e dos ativos locais.
Planos Previndus
Plano Básico de Benefícios III – CDPrevindus
Plano Básico de Benefícios III – SEBRAE-RJ
Plano Básico de Benefícios III – SENAC-ARRJ
Plano Básico de Benefícios III – SESC-ARRJ
Plano Básico de Benefícios I – SISTEMA FIRJAN
Plano Básico de Benefícios I – SEBRAE-RJ
Plano Básico de Benefícios I – SENAC-ARRJ
Plano Básico de Benefícios II – SESC-ARRJ
Plano Instituído Setorial FAMÍLIA PREVINDUS
Plano de Gestão Administrativa





